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TiagoYeah

De novo, um viciado.

De novo, de novo, é de novo...
Tô cansado, exausto por me levantar e caí de novo, mas não posso ficar parado sem saber do tentar, esse tentar me destrói. pegar minhas esperanças e arrancar, pegar de novo e mais uma vez arrancar.
Voltei a me mastubar, mesmo sabendo de cada detalhe eu insisto sem hesitar a continuar com isso. Minha vontade desenhar não me satisfaz, não me satisfaz algo tão puro. Nada, além, é claro, se tocando dia a dia. Eu sempre odiei pessoas com vícios pensando “como ela não saí do lugar mesmo sabendo que faz mal a ela?” ou “se fosse eu, seria fácil saí” não, me enganei, o mundo não perdoou as minhas palavras, e me tornei o que mais criticava, um viciado, e dos piores. De tanto levar porrada na cara só de me levantar, mesmo com força de vontade, eu caio. Eu subestimei, esse foi meu erro, e agora tô pagando ele, e nem tão cedo que vou saí dele.
5 Respostas
  • removido pelo autor

  • A natureza do vício, regra geral, advém de uma demanda fisiológica associada a satisfação imediata de uma necessidade ocasionando o prazer. Fato é que algo precede a ação viciada: o raciocínio sobre algum aspecto. Existe, portanto, um conteúdo mental que predispôs isso, e, a partir do momento em que assumimos uma conduta reiterada, fundamentada nessa ideia, o corpo começa a automatizar. Ou seja: se quer uma conduta diferente, precisa pensar diferente, esse é o primeiro passo...não basta se conscientizar se é nocivo ou não, muito menos se culpar e se depreciar por causa disso, você vai continuar batendo na mesma tecla, acumulando sofrimento, vai pesar a experiencia de aprendizado e vai continuar viciado. É só raciocinar: se não está dando certo, não estou com o motivo certo, ou estou caminhando do jeito errado.

    No caso em específico da masturbação, a demanda fisiológica é natural. Essa vontade de se estimular sexualmente não é o problema (aliás ela vai existir enquanto você for sexualmente ativo e saudável). O cerne de tudo é como você está usando da sua função sexual.

    Regra geral, um passo para nos desfazermos de um hábito nocivo é dificultá-lo. Assim, desvincule-se da pornografia e busque o estímulo no pensamento. Você vai notar que o processo de se autoestimular vai mudar, entretanto, vai preparar a mente para a realidade que a masturbação inconsciente não te ensina: o foco na sensibilidade corporal. Sim, pq ao vincular à pornografia vc não está atento ao que sente, estando muito mais imerso na fantasia pornográfica do que no universo dos seus sentidos. É por isso que não é raro encontrar irmãos que, viciados em pornografia, não tem um bom desempenho sexual, afinal, condicionaram seus estímulos ao conteúdo que esse tipo de arte oferece.

    Outro passo é mudar seu conteúdo mental, amadurecer essa ideia do tocar-se. Isso não é falado entre nossos amigos, nem nossos pais nos educam nesse sentido. Ou seja, aprendemos a não valorizar isso, achando que é irrelevante, mas você está sentindo o peso de gerir mal sua função sexual. Assim, sugiro que comece a procurar conteúdos que venham a te ajudar a qualificar sua experiencia sexual particular.

    Mais uma vez: masturbar-se não é o problema, mas como você faz é que conta.
    Hábitos ruins são quebrados com hábitos bons. Nem sempre é "do nada" que a gente acaba com um vício, geralmente exige um processo gradual, ou seja, você não precisa parar de se tocar, mas pode qualificar isso, tornando-se, por consequencia, algo normal e não compulsivo. Sacou?

    Se quiser trocar mais ideia sobre, estou à disposição.
    Paciência aí com seu processo.

  • Me enquadro nessas palavras, se o vício traz por que a pessoa não sai? É complicado, passo pelo mesmo problema, quando tenho uma recaída me sinto um lixo, mas não desistirei, vício em pornografia e masturbação é talvez o pior dos vícios, você recai sabendo que vai sofrer, mas devemos ter muita fé e pensamento positivo, é um vício que vem de algo "natural" do ser humano o que torna muito difícil de controlar. O ideal é se culpar o menos possível e caminhar um passo de cada vez, pois quando se acha que vício está vencido ele passa uma rasteira. Mantenha-mos o foco e iremos vencer.

  • Se masturbar é normal, mesmo q muitas vezes tmjtkkk

  • "por que a pessoa não sai?"
    Pq existe todo um condicionamento mental e inclusive químico que configura o estado de ser que você percebe quando sente a vontade. Mas, outra vez, essa vontade ela vem com força primeiro pela causa natural de um ser humano que está na maturação sexual e segundo porque você já condicionou essa experiencia a um prazer rápido, instantâneo. Seu corpo(e mente) não entende que aquilo é masturbação, pra ele aquilo é o ato e se você oferece isso de maneira rápida e o tempo todo, vai condicionar toda sua estrutura corpórea a esse tipo de prazer. Aliás, isso vale pra todo vício: há uma carência e uma proposta de satisfação disso de maneira rápida e fácil.
    Inclusive tem pessoa que tem o vício da lascívia , o que, por consequência, faz com que nada e nem ninguém a satisfaça, tornando-a fria por falta de educação mental com processo do sexo.
    Nesse sentido, é possível que pessoas sejam alienadas mesmo que transem com alguem todo dia ou toda hora, e o que aprendemos com isso? que é preciso clareza e qualidade de ideia quando o assunto é sexo, e não é religião, não é o politicamente correto e nem é a "sociedade tradional" quem vai te dizer isso, é o nosso senso de respeito ao sexo e à essa potente faculdade que temos que, se bem usada, faz a gente ter experiencias sensoriais e criativas grandiosas, e, se mal usada, faz a gente se sentir oprimido, como você está experienciando aí.

    Eu admiro sua iniciativa de abrir debate sobre seu caso aqui no emoud pq quanto mais conteúdo você tiver que possa clarear a sua experiencia, melhor. Além do que compartilhar nos ajuda a gerir os problemas além de oportunizar o aprendizado de todos.

    Desmistificar à masturbação como um erro e compreender como a mente trabalha é um passo rumo à compreensão desse seu processo. Assim, o foco da história não é que se masturbar é errado...errado é não se respeitar e jogar pra dentro de si condicionamentos em uma área da vida na qual a liberdade (com senso) e a expansão de consciencia são o norte.

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