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Kyubey
Editado em: 14/09/2021 22:27:12

Sem assunto

Hoje acompanhei minha mãe para a casa onde meus avós moravam, agora ocupada pelo meu tio.

Interessante, ele havia abandonado o pai em minha casa por mais de uma década e agora estava abandonado naquela casa, a mulher pediu divórcio, a filha estava brigada com ele, o cara já esta entrando na terceira idade, acometido pela osteoporose, pela esquizofrenia e pela depressão, os únicos que ainda o amavam era o filho pequeno e minha mãe, a idiota parece ter se esquecido do que passou por causa dele, lembro-me de que quando estava no hospital conversando com o psiquiatra agarrei o braço dela e falei em seus ouvidos "seu irmão está morto, esqueça dele" repetidas e repetidas vezes até ela se derramar em lágrimas.

O cara estava acabado, confesso que senti uma pontada de piedade quando ele me pediu para comprar dipirona e me odiei por isso, estava me sentindo tão leve com o falecimento do meu avô e ele ainda tentou morar na minha casa haha, que se dane o amor de Deus, obriguei minha mãe a expulsa-lo feito cachorro, ainda bem que minha irmã me ajudou nessa.

Acompanhei minha mãe, primeiro para rever alguns fragmentos de lembrança que tinha daquele lugar. Foram erguidos alguns edifícios na esquina ao lado, surgiram alguns comércios de médio porte, aquele local estava se valorizando; a casa que uma vez era bonitinha estava tão acabada como o dono, meu tio deu um jeito de se livrar de quase tudo, o quarto dos meus avós havia virado depósito de bugigangas, a sala onde ocorria o jantar não tinha mais teto, na verdade, acho que não tinha nem fogão, me lembro que ele havia vendido. a casa era mais baixa do que imaginava, o quintal era menor do que me lembrava;o cachorro lhe fazia companhia, me fez lembrar de lecia e xaropinho que eram os animais de estimação dos meus avós.

Acho que a decadência daquele lugar começou com o assassinato do meu outro tio; depois minha vó começou a adoecer graças a vida de fumante, a tristeza pela morte do filho e a luta para tentar levar a justiça os traficantes que a ameaçavam constantemente; com a sua morte, meu avô começou a adoecer e foi jogado em minha casa para levar minha mãe para o buraco com ele.

O segundo e verdadeiro motivo pelo qual resolvi ir lá depois de tantos anos, foi para tentar ter uma noção do valor daquela casa, deu 69 passos verticais e 11 passos horizontais. Minha mãe acha que vale 500 mil; a viúva do meu tio é mais sonhadora e crer em 1 milhão, mora em outro estado, diz está passando dificuldade e quer logo por a mão na herança, mesmo antes dos meus avós morrerem; sou mais pé no chão e estimo em 300 mil no mínimo, queria uma fatia maior dessa herança como compensação por ter acolhido meu avô por tanto tempo.

Três herdeiros, no mínimo 100 mil para cada, não é muito mas... Poderia transformar aquela casa num comércio, meu colega que é (filho do) dono de uma empresa de peças de carros, disse que o preço mínimo para montar uma loja era de 200 mil, o problema é a mulher do meu tio, ela quer logo vender a casa, minha irmã surtou com ela quando a esfomeada pensou que minha mãe queria passar a perna nela, a última vez que ouvir falar dela foi no natal quando seu filho me desejou feliz aniversário (já querendo marcar uma reunião para tratar da vendo do imóvel claro)

Bom, o que fazer com 100 mil? Penso em aceitar a oferta do meu amigo em trabalhar na loja dele, para adquirir experiência e tentar montar minha própria loja, já teria o espaço.
3 Respostas
  • vc n tem alma e nem humanidade, n tenho palavras pra descrever o quão bem vc conquistou o meu desprezo.

  • Ás vezes me pergunto se seus textos são completas metáforas que não consigo decifrar.

  • Not, nesse está interpletando de forma literal

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